A busca pelo bem começa quando estamos aptos a discernir entre as pessoas, e escolher aquelas que realmente nos são passíveis de adquirir grandeza moral e intelectual.
E entre as pessoas que nos engrandecem normalmente não estão aquelas que nos parecem mais sábias ou inteligentes, mas sim, aquelas que nos mostram mais simples e solícitas, e que de fato nos marcam e mudam nossa vida.
Normalmente, a sua sabedoria se concentra em pequenos atributos, delicados aos olhos do Pai, mas grandiosos aos nossos sentimentos. Adjetivos simples e marcantes, que engrandecem o espírito.
Geralmente, muitas boas palavras, bem escritas e textos bem elaborados não sabem exprimir o que gestos simples e honestamente pronunciados descrevem. Eis a verdadeira sabedoria.
Sabedoria que nos remete ao maior de todos adjetivos que se pode acarretar a um ser: virtude.
Virtude não exprime coisas maravilhosas e perfeitamente delineadas, mas sim, declara a origem e caráter de um ser, declara em sua simplicidade o que cada um de nós é em sua forma original: igual a todos os outros. Isto mesmo, somos iguais, somos membros de uma enorme cooperativa, que precisa de fato funcionar.
O homem definitivamente nasce bom, como dizia Rousseau, mas são seus atos e a forma como delinea sua vida que lhe faz virtuoso ou não.
Prefiro eu, ser simples como sempre fui, não me atenho as luxúrias e nem aos méritos instantâneos de fama, eu quero ser eu, dotado de todas meus talentos, mas que sirvam para fazer o que mais me importa: ajudar os que procuram esta verdadeira simplicidade.
Ajudarmos uns aos outros, isto sim é sabedoria em movimento.
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